 |
C .......... O ...........T............. I ............ D............ I ............ A ............. N .......... O
Procuro-a em todas as esquinas de domingos cinzentos.
Em todas as palavras clandestinas que fecundam as segundas...intenções...
Busco-a inteira,sem terça parte não a aceito em meu quarto de pedras.
Não a deixaria fugir nem para quitar dívidas de quintas quentes,
e quando chegasse a sexta anterior a Saturno, eu choraria,
porque domingo ela minimamente morre, não mama, não ama,
não sofre , e tudo retorna, o monótomo que ociosamente não é igual.
(Maíra Guedes - Itabuna-Ba,noite de 20 de novembro de 2004)
Escrito por Maíra às 17h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Poema de Jardim no Pretérito Imperfeito
( Este poema foi escrito para outro poema; Flores no jardim do livro "Flores do Caos" de Ulisses Góes,poeta itabunense,aqueles que ainda não conhecem esta obra perdem grande oportunidade. Ulisses me fez sentir o que antes somente Pessoa havia feito,desejar que o poema não terminasse de tão delicioso e sublime... por tudo isto eu escrevi este,que pode não ter a grandiosidade de Ulisses mas tem meu coração entregue)
Não, hoje não escreverei versos simples e absolutos,
nem sei se ficarei com a sensação de ter escrito tudo,
pois dentro de mim sempre falta alguma coisa.
Te entregarei no próximo janeiro uma bandeira feita de
pétalas vivas, pétalas que durarão para sempre,
pois nascerão em mãos de Almas puras.
É preciso dizer tudo. Libertar todos os gritos,
todos os pés, todos os sonhos...
Pedirei a meu Anjo que derrame chocolate em teu coração,
assim,se quiseres oferece-lo para ela...aquela da janela...
ele estará doce como seus versos.
( Maíra Guedes - Itabuna -Ba, 15 de março de 2004)
Escrito por Maíra às 17h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Canção para o dia que o homem aprender amar o sentindo de viver...
Dizem. Mas não dizem o que querem dizer.
Falam de falar que falo, o sentido de sentir sentidos.
E de repente, repentinamente, o repentino resto, se resguarda em riso.
Aparece em meu parecer, aparentemente aparando, e pára.
Vem voando como voa o vento,
viajando em vida vasta, e volta.
Depois de transformar a trasnformação transcendente ao todo...segue...
E esse tempo que se perdeu tentando ter a ternura terna,
foi simplesmente seguindo e sendo,
para um dia poder dizer que te amo.
( Maíra Guedes - Itabuna -Ba, 13 de agosto de 2002, às 10:02 AM)
Escrito por Maíra às 11h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Em todos e a todos
Quentes. Gelados em gritos sussurrados.
Em mãos surradas que suam.
Em mortes perdidas em parques.
Em berços de sorrisos mornos que murmuram o seu palavriar molhado, calado...
...em faces fascistas sem o fascínio de sorrir...
Como chuva escorrendo.
Como cicuta em cálices de cristais.
Deito em seus pés florais, derramo-as em teus dedos e adormeço...
(Maíra Guedes - Itabuna-Ba, 14 de março de 2004 ,às 21:01, brincando de poesia no Bar Medieval no dia da Poesia com Ygor Schimidel)
Escrito por Maíra às 10h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Girassol
Hoje eu acordei com as mãos frias,os olhos vermelhos, a boca trêmula e seca.
Olhei pro lados, você não estava.
Percebi que meu corpo reagiu como se atingido por um vírus mortífero...
Todas as manhãs durante anos acreditei que quando acordasse
você estaria com os braços entrelaçados em meu corpo;
mas você não voltou.
Visitei os céus e os 9 infernos a sua procura.
Fui ao submundo e à perfeição,
sempre na esperança de um dia acordar e te ter ao meu lado,
ou quem sabe te ouvir cantarolar às 6 horas da manhã enquanto se banha...
Foi quando em uma das buscas conheci um Anjo...
E hoje planto girassóis, cultivo sonhos,
me arrumo todos os dias assim que levanto,
ajeito o cabelo como você gosta e vou ao jardim.
Observo os girassóis crescerem na esperança de que com eles eu te veja renascer.
( Maíra Guedes - Itabuna - Ba, 21 de maio a 03 de julho de 2003)
Escrito por Maíra às 08h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Profecias...
descrevo coisas nas linhas invisíveis, descrevo meu itinerário,
sinto as dores duplicadas, sei que as vou sentir.
é surreal e ao mesmo tempo tão presente que penso ser alucinação.
faço canções descrevendo meu sangue, em seguida sangro...
como explicar não sei,
sei que choro, que me corrói, que você tem culpa.
lágrimas dentro de mim se repetem como prosa eternizada,
como o zumbido de uma mosca que fica, fica, fica...
como aquela música que não sai da cabeça.
me martirizo, sei do amargo sem direito a amoras de amores mordidos,
de calores regidos por canções desesperadas,
ainda não sei o que quero sentir.
( Maíra Guedes - Itabuna - Ba, primavera de 2004 )
Escrito por Maíra às 10h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
PIAZZOLEANDO

"Perdi-me muitas vezes pelo mar,com o ouvido cheio de flores recém cortadas com a língua, cheia de amor e de agonia ... muitas vezes perdi-me pelo mar,como me perco no coração de alguns meninos. Perdi-me muitas vezes pelo mar,ignorante da água,vou buscando uma morte de luz que me consuma"(Garcia Lorca)
Escrito por Maíra às 11h28
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sem analogias
Ela é vazia, nua, sozinha.
Ela é calada, não corre, não brinca.
Ela é triste, caida,de inverno.
Ela só tem fotos em preto e branco.
Ela tem febre,
se suicida todas as manhãs,
não dorme,não ama.
Ela é rasgada, doente, amarga.
Ela está morta.
Ela sou eu.
(Maíra Guedes - Olivença,noite de 13 de novembro de 2004)
Escrito por Maíra às 11h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Brincadeirinha
Será possível reinventar a pedra?
Ou desfazer e refazer margaridas?
Por mim o tempo parava e as margaridas não morriam...
Por mim o tempo parava mas as pessoas não.
Elas só parariam para ver o tempo parado,
depois retornariam ao âmbito cotidiano,tão "visceral".
E elas escolheriam um momento para ver parar o tempo,
tempo este que seria julgado pelos Deuses se dignos de serem paralisados.
É muito difícil parar o tempo.
Só amantes teriam este direito,
não falo dos fúteis,muito menos dos que passam,
mas daqueles que por si só se eternizam.
E de todo O belo escolher o ápice,o Sol,
e vivê-lo novamente sem que o outro tempo,
do outro mundo passasse.
Agora feche os olhos...
Você vai sentir novamente antes de tudo
o cheiro dos cabelos que esvoaçam
enquanto ela corre pra te abraçar,
quando conseguir vá abrindo os olhos devagar,
sentindo o vento.
Ela está vindo por trás e não sabe que vc sabe que é ela quem chega.
Já sente o calor?
É o corpo dela a se aproximar do teu,
agora ela vai procurar teus lábios...encontrou...
Pronto.O tempo não existe mais.
(Maíra Guedes-Olivença-Ba, tarde de 14 de novembro de 2004)
Escrito por Maíra às 09h34
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Ocasionalmente eu amo
Tenho medo que o tempo não chegue a tempo
do meu tempo temperamental que teme o que
tampa tendo o que tinha quando o tempo
não era tempo e o amor era estático,
não passava, não prendia nem perdia,
era ele sem saudade, sossego, soldado, sorvete,
era moleque jogando bola, bulindo na panela,
correndo pela casa,se lambuzando de manga e chocolate.
Tudo quando o amor não tinha um tempo,
nem o tempo,nem temperamento.
(Maíra Guedes-Itabuna-Ba,25 de outubro de 2004,às 19:50)
Escrito por Maíra às 10h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |



|
 |