Confesse. A utopia da dona do beijo doce é efêmera,
não marca, passa, parte.
É necessário que a insanidade cale o medo,
torne-se certa,curta, real, e não silencie.
Confesse que as tranças estão enterradas no quintal de janelas amarelas,
por onde ele invadiu como o sol em dia noturno,
deitou fazendo gargarejos e bolhas de sabão pelas horas.
Confesse que ainda sonha,
que ainda quer,
que ainda espera...
(Maíra Guedes - início; 26/12/04 -Itabuna - Ba, término; 19/03/2005 - Salvador - Ba)
Escrito por Maíra às 14h07
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