Quando ela acorda lava o rosto em chafariz, saia rodada , faz do jeito que lhe diz. Bate no asfalto, salto torto de colher, corre pro arauto finge ser bem mais mulher.
Ah! Ela é menina, sapatilha sem cristal, Ah! Ela é menina e acha tudo natural. Ah! Não vai descer por essa escada matinal Não, não vai crescer, ficar, brincar de bem e mal
Quando ela volta, lava os pés em luz de abril, cabelo solto, faz de conta que sorriu. Bate na mesa, corte fundo de qualquer, corre pro mundo e solta pipa em dor que quer.
(Mamai,23 de junho de 2006)
Escrito por Maíra às 13h37
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